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Evento comemora Dia Mundial da Fotografia

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Oficialmente anunciada em 19 de agosto de 1839, na Academia de Ciências da França, em Paris, a invenção da fotografia revolucionou a história da humanidade. Em comemoração da data, o Centro Cultural da Juventude promove, de 19 a 26, a Semana Temática de Fotografia

Com curadoria de Heloísa Bortz, o evento reúne profissionais da área em torno de oficinas, palestras e debates.

Com o objetivo de resgatar os primórdios da técnica, Ricardo Hantzschel ministra uma oficina de pin hole (captura de imagens por meio de câmeras artesanais, sem lente). As aulas acontecem em um trailer com um orifício em uma de suas paredes, por onde é projetada uma imagem invertida da realidade exterior em uma tela branca dentro do veículo. Dessa forma, o aluno tem uma idéia sobre o processo de formação da imagem no interior de uma câmera fotográfica. “Quando se entende o funcionamento de uma câmera, as pessoas ficam fascinadas”, conta Hantzschel.

Sérgio Ferreira ministra uma oficina de fotografia de rua, na qual, a partir de uma saída pelo entorno do CCJ, trabalha o conceito de valorização do espaço urbano. “A sensibilidade estética e visual própria da fotografia pode modificar a percepção que se tem de um local público”, explica Sérgio.

Ricardo Ferreira é o convidado do projeto Café Cultural. No encontro, discute a evolução da fotografia, as facilidades de produção e reprodução de imagens e os dilemas profissionais e artísticos vividos pelos fotógrafos. Integrando o projeto Diálogos, Eustáquio Neves, com mais de 20 anos de profissão, conta sua trajetória, o processo de criação de seu trabalho e os temas que desenvolve. “Estou sempre buscando a representação do que está acontecendo à minha volta”, revela.

Completam a programação as oficinas de retrato de família e de câmera digital e o debate Os usos profissionais e cotidianos da fotografia contemporânea, com a presença de Jaques Faing, Gui Mohallem e Edson Soares.

Semana Temática: Fotografia
Centro Cultural da Juventude
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641
Vila Nova Cachoeirinha
Grátis

Curadoria: Heloísa Bortz.
Em 19 de agosto comemora-se o Dia Mundial da Fotografia. Para festejar a data, o projeto Semanas Temáticas elaborou uma programação com oficinas, palestras e debate.

* RETRATO DE FAMÍLIA
Com Mila Pinheiro
A partir de uma perspectiva cotidiana e íntima, os participantes vivem uma experiência de elaboração de retrato. Deve ser utilizado equipamento próprio, como câmera simples e de celulares. (20 vagas)
Inscrições na recepção. Sala 11. Dias 19, 20 e 21 às 18h

* FOTOGRAFIA DE RUA
Com Sérgio Ferreira
A oficina aborda o papel da fotografia como objeto de reflexão em espaços públicos urbanos. (20 vagas)
Inscrições na recepção. Sala 11. Dias 19, 20 e 21 às 15h

* CÂMERA DIGITAL
Com Heloísa Bortz
Estudo de ferramentas que tornam as imagens das câmeras digitais mais interessantes.
A oficina tem como objetivo a utilização da câmera digital compacta amadora por meio do estudo de seus recursos básicos e de ferramentas simples que podem tornar as imagens mais interessantes. (15 vagas)
Inscrições na recepção. Sala 11. Dias 22 e 26 às 10h e 18h

* PIN HOLE
Com Ricardo Hantzschel
Técnica artesanal para captura de imagens por meio de câmeras sem lente. Os participantes aprenderão a confeccionar suas próprias câmeras.
Técnica alternativa para captura de imagens por meio de câmeras artesanais, sem lente, que nos remete aos primórdios da fotografia. Durante a oficina, os participantes aprenderão a construir suas próprias câmeras, além de darem os primeiros passos nesta arte de fotografar. (40 vagas)
Inscrições na recepção. Sala 11. Dia 23 às 10h, 14h, 15h e 16h

* DIÁLOGOS: EUSTÁQUIO NEVES
O fotógrafo fala de sua experiência profissional, processo de criação e temas de sua preferência.
O projeto Diálogos promove encontros mensais com personalidades para compartilhar suas experiências com público jovem. Neste mês, o convidado é o fotógrafo Eustáquio Neves, que discorrerá sobre sua experiência profissional, o processo de criação do seu trabalho e a importância de abordar temas pessoais como racismo, identidade e memória em suas fotografias. (50 vagas)
Inscrições na recepção. Biblioteca. Dia 23 às 16h

* OS USOS PROFISSIONAIS E COTIDIANOS DA FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA
Debate entre os fotógrafos Jaques Faing, Gui Mohallem e Edson Soares. Os convidados falam sobre as tecnologias digitais que, de uma maneira geral, democratizam o acesso aos meios de produção e difusão de imagens via internet. Biblioteca. Dia 23 às 19h

* CAFÉ CULTURAL: A POPULARIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA
O fotógrafo Ricardo Ferreira discute a evolução da fotografia e o trabalho do profissional dessa área.
Neste encontro, o fotógrafo Ricardo Ferreira discutirá a evolução da fotografia, as facilidades de produção e reprodução de imagens e os dilemas profissionais e artísticos vivido pelos fotógrafos. (50 vagas)
Inscrições na recepção. Biblioteca. Dia 24 às 16h

Fonte: Prefeitura da Cidade de São Paulo

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Mania de GRANDEZA

Um cemitério onde foi enterrado 1,5 milhão de pessoas, uma linha de ônibus que roda 101 quilômetros, uma orquestra com 1 100 integrantes e uma escola com 4 300 alunos. Confira a seguir esses e outros recordes da maior metrópole da América Latina

O jogador de basquete mais alto

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“Isso é um pé ou uma lancha?” Leonardo Di Pacce (tênis 47, calças 50 e camisas GGG) já se acostumou a ouvir piadinhas assim. Aos 23 anos, ele mede 2,09 metros e é o mais alto jogador de basquete em atividade na capital. De acordo com a Federação Paulista de Basquetebol, sua estatura é 17 centímetros acima da média. “Sempre fui o maior da turma”, conta. Na adolescência, o tamanho lhe rendia apelidos não muito simpáticos, como Girafa e Olívia Palito. Há um ano, Di Pacce é pivô do Esporte Clube Pinheiros. Mas como é viver na estratosfera? “Para tomar banho preciso abaixar a cabeça e na hora de dormir fico com os pés fora da cama”, diz. “Quando entro no meu Gol, ponho o banco do motorista todo para trás e ainda assim me sinto apertado.” E a namorada, também é grandona? “Não, não. Mede só 1,81 metro.” Ah, tá.

O maior quadro em exposição

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Em 1885, quando soube que o arquiteto e engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi havia sido contratado para realizar o projeto de um monumento-edifício em homenagem à Independência do Brasil, o pintor Pedro Américo (1843-1905) veio para São Paulo. Já fazia algum tempo que ele tinha seu ateliê em Florença, na Itália. Aqui chegando, dedicou-se durante dois meses a analisar o terreno onde dom Pedro I teria declarado a emancipação política brasileira, além de realizar pesquisas históricas. Entre 1886 e 1888, já de volta à Europa, colocou pincéis à obra. E o fez em grande estilo: o óleo sobre tela Independência ou Morte mede 7,60 metros de comprimento por 4,15 metros de altura. “Tudo em um linho só, sem emendas”, afirma a historiadora Cecília de Salles Oliveira, diretora do Museu do Ipiranga e co-autora do livro O Brado do Ipiranga, em que analisa o quadro. Quando acabou a obra, Américo embarcou em nova viagem de navio para trazê-la, pessoalmente. Chegou aqui e o monumento-edifício não estava pronto. O quadro ficou guardado no Palácio do Governo da época e, depois, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ambos no centro. Só foi levado ao Museu do Ipiranga em 1894, onde está até hoje.

A maior banda já formada

Na primeira edição da Virada Cul-tural, em novembro de 2005, o parque Playcenter sediou um evento peculiar: quarenta bandas e fanfarras, cada qual de uma cidade, se apresentaram ali. No domingo 20, ao meio-dia, todas elas executaram juntas o Hino Nacional e O Trenzinho do Caipira, de Villa-Lobos. “Mandei as partituras por e-mail a todas as bandas meses antes”, conta a musicista Vanda Lago, que organizou o evento. Trata-se da maior orquestra a se apresentar no país, segundo uma auditoria do RankBrasil, o livro dos recordes brasileiros. Foram 1 106 músicos tocando ao mesmo tempo.

O maior hospital

Quando foi inaugurado, em 1944, o Hospital das Clí-nicas (HC) tinha vinte médicos – que, naquele ano, atendiam treze pacientes por dia. Hoje, os 3 500 médicos do maior hospital da América Latina recebem quase 5 000 pessoas diariamente. Em uma área de 352 000 metros quadrados na Avenida Doutor Arnaldo, em Cerqueira César, estão distribuídos os sete institutos do complexo. Neles são realizados, todos os anos, 600 transplantes, 40 000 ci–rurgias e 65 000 internações. O orçamento para 2008 do HC é de 1 bilhão de reais.

O edifício mais alto

Engana-se quem pensa que o prédio mais alto da cidade é o Edifício Itália, no centro. Com 160 metros e 42 andares, ele é o vice-campeão. O detentor do título de o maior arranha-céu paulistano é o Edifício Mirante do Vale, na Avenida Prestes Maia. São cinqüenta andares em 170 metros de altura. Foi projetado e construído em quatro anos pela empresa Waldomiro Zarzur Engenharia e Construções (ficou pronto em 1964). Desde então, a construtora – que hoje se chama W Zarzur – mantém seu escritório em um dos andares do prédio. “Tenho muito orgulho desta obra”, diz o proprietário, Waldomiro Zarzur. “Lembro que, na época, engenheiros de outros países nos contataram para saber como a fizemos.” Atualmente, funcionam ali 146 lojas, 812 salas e sessenta salões comerciais. Doze elevadores servem ao prédio de 75 000 metros quadrados, onde trabalham 10 000 pessoas.

A maior casa de shows

Um espetáculo reunindo as bandas Paralamas do Sucesso e Titãs- inaugurou, em 1999, aquela que se tornaria a maior casa de shows de São Paulo. Conforme a configuração – há apresentações em que o público fica acomodado em poltronas e outras em que todo mundo permanece em pé, pulando e dançando –, a capacidade do Credicard Hall, na Marginal Pinheiros, chega a 7 000 pessoas. Aliás, números superlativos não faltam ao espaço de 15 000 metros quadrados: foram investidos 34 milhões de reais em sua construção, há um estacionamento para 1 200 carros, o palco tem 720 metros quadrados e o pé-direito é de 30 metros. Em média, ocorrem ali setenta eventos por ano.

A maior multidão

Considerada o principal evento do gênero no mundo, a parada gay paulistana detém o recorde de a maior multidão reunida na cidade. No ano passado, segundo a Polícia Militar, 3,1 milhões de pessoas participaram da festa, que se inicia na Avenida Paulista e termina na Praça Roosevelt. Foram sete horas e meia de agito. Há outros dois megaeventos comparáveis à parada: a Marcha para Jesus (que em 2007 concentrou 3 milhões de pessoas) e o réveillon na Paulista (2,3 milhões de pessoas na última virada).

A maior sala de cinema

São Paulo teve salas enormes. O Cine Ipiranga, por exemplo, tinha capacidade para 1 500 pessoas. Mas isso no tempo em que os paulistanos iam ver os filmes de terno, gravata e chapéu. Com o fim das salonas de rua, os shopping centers tornaram-se o endereço de grande parte das sessões. A maior sala de cinema da cidade atualmente é a 10 do Interlar Aricanduva Cinemark, aberta em 1998. Um programão para quem adora assistir a filmes com a galera, já que comporta 546 pessoas. Desde sua inauguração, o cinema exibe de quatro a seis sessões por dia. Está em cartaz a cópia dublada de Star Wars – The Clone Wars (veja resenha em Filmes, pág. 164).

O mês mais seco e o mais úmido

De acordo com os registros da Estação Meteorológica do Instituto de Astro-nomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) – que mantém dados a partir de 1932 –, o mês mais seco da história foi julho deste ano, com índice de precipitação de 0,4 milímetro. “Isso porque tivemos um pouco de orvalho no início do mês”, afirma o meteorologista Paulo Marques dos Santos. Antes, o recorde de seca era julho de 1974 (0,5 milímetro). Já a maior chuvarada registrada foi em março de 1991: 470,7 milímetros – a média para o mês é de 180. Choveu até naquela que acabou se tornando a primeira (e esperadíssima) vitória de Ayrton Senna em Interlagos, no GP Brasil de Fórmula 1, no dia 24. Na medição de chuva, cada milímetro significa 1 litro por metro quadrado. Consi-derando o tamanho da capital, é como se durante aquele mês houvesse chovido por aqui o equivalente a 379 000 piscinas olímpicas. Haja guarda-chuva!

O maior origami

Foi na Vila Prudente, onde sempre morou, que o paulistano João José Del Valle (no detalhe) se apaixonou pela comida, pelos costumes e pela arte dos japoneses. Quando criança, era vizinho de uma família de orientais. “Aos 10 anos, aprendi a fazer origami”, conta. “Meu espírito é japonês.” Nunca mais abandonou o passatempo. No ano passado resolveu reaproveitar as folhas de papel usadas nas seções da Subprefeitura da Vila Prudente, onde trabalha como atendente. Em três meses, montou um imenso jacaré de 44 600 módulos – cada um feito com um pedaço de papel de 10 por 5 centímetros. É o maior origami do Brasil. A fauna do Pantanal é o tema predileto de Del Valle. Entre suas mais de 600 criações, há tuiuiús, papagaios, araras…

A maior bandeira já exibida

É um ritual. Em clássico ou jogo importante tem bandeirão. Aquela imensa flâmula que, por instantes, encobre parte das arquibancadas. As torcidas organizadas costumam manter uma equipe responsável pela confecção, pela manutenção e pelo carregamento das megabandeiras. Para levar a maior delas aos estádios, por exemplo, a Gaviões da Fiel lança mão do trabalho de até sessenta torcedores. Ela vai toda enrolada em um caminhão e é revistada por policiais – que checam se, no seu interior, não há armas ou drogas. Nas arquibancadas, é aberta no início do primeiro e do segundo tempo e quando sai gol do Corinthians. O primeiro bandeirão corintiano foi feito em 1989. Media apenas 15 por 25 metros. O maior levou três meses para ficar pronto, em 1994. Estreou, como manda a tradição, no clássico contra o arqui-rival Palmeiras, medindo 35 por 100 metros. Após sucessivas reformas, foi ampliado. Chegou a ter 35 por 160 metros e a pesar mais de 1 tonelada. Em 2005, após a conquista do Campeonato Brasileiro, foi aposentado. “Ficou guardado por todo esse tempo e agora o picotamos em 1 500 pedaços”, conta o corintiano Vinicius dos Santos, do departamento de bandeiras da Gaviões. Os pedaços do bandeirão estão sendo vendidos em um kit – que vem com camiseta, boné, certificado e uma pequena réplica da flâmula – por 50 reais na sede da torcida. Todo o lucro será revertido na construção de um bandeirão ainda maior, orçado em 50 000 reais. O tamanho? “É segredo. Se divulgamos agora, vêm os porcos e tentam fazer um maior”, diz Santos.

O maior público de futebol

Final do Campeonato Paulista de 1977. Fazia 22 anos e oito meses que o Corinthians não conquistava uma taça importante. Contra a Ponte Preta, o clube tinha a grande chance de se redimir perante a gigantesca torcida. Pelo regulamento de então, o título ficaria com quem se desse melhor em uma série de três partidas. Na primeira, deu Timão: 1 a 0. Um público de 146 082 fiéis lotou o Morumbi (o equivalente à população da cidade de Itu) no dia 9 de outubro daquele ano, a imensa maioria com a esperança de ver a equipe alvinegra alcançar a segunda vitória. Os 138 032 pagantes renderam uma arrecadação que corresponderia a 1,8 milhão de reais em valores de hoje. A Ponte venceu, de virada, por 2 a 1. Mas os alvinegros paulistanos riram por último: na partida marcada para o dia 13, anotaram 1 a 0. Esse público nunca mais será alcançado no Morumbi. Após uma reforma, a capacidade do estádio foi reduzida para 80.000 pessoas.

Fonte: Veja São Paulo

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Mostra reúne obras históricas do Grafite em São Paulo

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Na São Paulo do final da década de 1970, em que se vivia a expectativa da prometida abertura política, ao mesmo tempo em que persistia o temor da perseguição militar, as pichações visíveis eram, em sua maioria, dizeres políticos

Um certo dia, porém, os muros começaram a dar lugar a duas imagens que surgiam por todos os cantos: uma boca com os escritos “ah, beije-me”, e uma bota preta, de salto fino e cano longo. Eram as primeiras manifestações do que viria a ser a street art.

Com o objetivo de apresentar os artistas pioneiros dessa manifestação de rua, o Centro Cultural São Paulo promove a exposição Setenta e oito, setenta e nove: precursores do grafite em São Paulo, a partir de amanhã, no piso Flávio de Carvalho.

O autor da boca, Hudinilson Jr., tornaria-se um dos principais nomes do grafite, e seus trabalhos com máquinas de xerox, além do desenho, arte postal, colagens e performances, chegariam até a 1ª Bienal de Havana, em Cuba, e à 18ª Bienal Internacional de São Paulo. A temática desenvolvida por ele gerava incômodo: a exploração do corpo masculino nu, erotizado, com ênfase nas curvas e músculos.

Já o criador da bota feminina, Alex Vallauri, entraria para a história das artes gráficas utilizando diversos outros suportes, como o stencil, gravuras, broches e estampas – sempre coloridos e alegres, contrastando com o cinza urbano. A parceria entre os dois teria um começo um tanto inusitado: “Certo dia, eu estava desenhando a boca, quando parou um moleque do meu lado e tirou um spray. Ele olhou para a parede e viu a boca. Olhei para o desenho dele, era a bota, que até então eu pensava ser uma propaganda de loja de calçados. Olhamos um para o outro e dissemos: ‘ah, é você?’ ”, conta Hudinilson.

Assim como eles, Walter Silveira, Fernando Meirelles (ele mesmo, o cineasta) e Tadeu Jungle também deixaram sua marca. Meirelles explorou os carimbos e o grafite, enquanto Silveira e Jungle seguiram pelo caminho da arte postal e da poesia visual.

Centro Cultural São Paulo
Piso Flávio de Carvalho

De 16 de Agosto a 14 de Setembro
3ª a 6ª, das 10h às 20h. Sáb., dom. e feriado, das 10h às 18h
Entrada Franca

Fonte: Prefeitura da Cidade de São Paulo

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Sudamerica Electrónica nas Estrelas

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O Centro Cultural da Espanha em São Paulo / Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento – em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura, Secretaria de Verde e do Meio Ambiente - Planetários de São Paulo, realiza de 14 a 16 de Agosto (5ª e 6ª feira, às 21h e sábado às 21h30), no Planetário do Ibirapuera, o evento internacional Sudamerica Electrónica nas Estrelas, reunindo compositores (monobands) da Espanha, Brasil, Argentina, Colômbia e Chile. Coordenação de Wilson Sukorski.

Os compositores apresentam espetáculos áudio visuais próprios com duração média de 45 minutos. Cada apresentação é precedida por uma curiosidade ou comentário astronômico de 5 minutos, produzidos por Walmir Thomazi Cardoso, especialmente para a ocasião.

Paralelamente ao evento acontece no Museu da Imagem e do Som workshops sobre música eletrônica, ministrados pelos artistas.

Programação

14 de Agosto às 21h
Rubén García (Espanha) & Wilson Sukorski (Brasil)

15 de Agosto às 21h

Jorge Haro (Argentina) & Juan Reyes (Colômbia)

16 de Agosto às 21h30

Jorge Castro (Argentina) & Felix Lazo (Chile)

Workshops

Paralelamente aos shows acontece no LabMis (Museu da Imagem e do Som) três workshops sobre música eletrônica, ministrados pelos artistas que participam do evento. A participação é gratuita ( não há inscrições prévias) e aberta ao público em geral. São 40 vagas que serão preenchidas por ordem de chegada dos interessados.

Programação dos workshops

14 de Agosto, das 16h às 18h
Curso Capsular: “Música experimental e suas extensões- Max, PD e circuit bending
Por Jorge Castro

15 de Agosto, das 16h às 18h
Curso Capsular: Perspectivas da música eletrônica experimental na América Latina dentro do contexto Global
Por Juan Reyes

16 de agosto, das 16h às 18h
Mesa redonda. Tema: Música eletrônica experiemtal no contexto latino e ibérico
Participação : Rubén Garcia, Wilson Sukorski, Jorge Haro, Juan Reyes, JorgeCastro e Félix Lazo.

Os Shows

Sudamerica Electrónica é uma maneira nova de organizar esforços para a construção de uma identidade que transcenda o simples acidente geográfico da proximidade casual. A maneira de compor, as estratégias inventivas precisam ser amplamente pesquisadas e um mapeamento criativo em cada país deve ser completado, neste novo momento da cultura do continente.

Os shows utilizam o equipamento multimidiático do Planetário (recém- reformado) : 2 projetores de vídeo, 43 projetores de slides, 43 jogos de luzes RGB (para pintar a cúpula), o projetor de estrelas, planetas e luas StarMaster, além da projeção sonora será quadrafônica.

Compositores (Monobands)

* Rubén Garcia (Valência – Espanha)

Rubén Garcia é biólogo, artista sonoro, com base na cidade de Valência. Desde metade dos anos 90 tem explorardo várias aproximações à criação sonora; suas técnicas oscilam da manipulação de toca discos e gravadores de fita quebrados ou modificados, e sobretudo, a captura de fenômenos acústicos através de gravações ambientais e a amplificação de eventos e fenômenos sonoros que usualmente passam despercebidos, ou são inacessíveis aos nossos orgão perceptivos. Está menos interessado em gravações ambientais característica da ecologia sonora e do movimento “Soundscape”, seu interesse está focado no poder do som por si mesmo e seu potencial como material bruto para a criação artística, assim como aspectos científicos e estéticos inerentes na ressonância, no tempo, no silêncio e no da escuta em si.

* Dark Matter (Matéria Escura)

“Dark Matter” é uma peça criada para “Expanding the Space” Simpósio de Arte, Ciência e Tecnologia, sobre o espaço realizado em Valência em Outubro de 2006. A composição é baseada em sons dos planetas, satélites (artificiais e naturais), atividades de rádio esféricas e solares, assim como o ruído de fundo em microwave do Bigbang. Será apresentado uma nova e mais longa versão para especialmente preparada para o evento Sudamerica Electrónica nas Estrelas

* Wilson Sukorski(São Paulo – Brasil)

Wilson Sukorski é compositor, músico eletrônico, performer multimídia, criador/produtor de conteúdos musicais para rádio/vídeo/cinema, designer e construtor de instrumentos musicais inusitados e pesquisador em áudio digital. - Trabalha intensamente em várias atividades musicais no Brasil e no exterior. Compõe para cinema, vídeos experimentais, instalações de áudio arte, eventos de ‘Arte e Loucura’ ; além de projetos especiais - como ‘ Amazing Amazon ‘ (98/9 composição com algorítmos genéticos) ou os sistemas de composição automática ‘ Música Pessoal ‘ (87) e ‘Música Fractal’ (89). Passando por eventos de mídia como ‘ PTYX ‘ (84) ou ‘ O Médium das Mídias ‘ (86) ou tocando ao vivo para o filme mudo de 1929 ‘ São Paulo A Symphonia da Metrópole ‘ (96).

Atualmente realiza pesquisas para o desenvolvimento da ópera “PRNY - Projeto para uma Revolução em New York “- Prêmio PAC / ICMS de Música 07- com texto de Alain Robbe Grillet, sobre uma estranha revolução na Capital do capital; pesquisas relacionadas à harmonia espectral, Max, instrumentos virtuais, instalações sonoras, entre vários outros interesses.

* Jorge Haro (Buenos Aires – Argentina)

Nascido em Buenos Aires, 1963, é compositor, artista do som e do audiovisual, tem tido uma longa carreira dedicada à pesquisa nos campos da música experimental, obras audiovisuais, arte digital e instalações sonoras. Sua coerência e a qualidade reconhecida internacionalmente de suas obras, colocam Jorge Haro como o nome mais relevante da música altamente criativa encontrada na Argentina dos dias de hoje.

Até o presente momento tem 4 CDs editados : “Fin de siècle” (CD extra, Fin del mundo, 1999), “Música 200(0)” (CD extra, Fin del mundo, 2001), “u_2003″ (CDR extra + net-disc, Fin del mundo, 2003) and finally “u_xy” (audio CD, fin del mundo, 2005).

* Juan Reyes (Bogotá – Colômbia)

Juan Reyes, é compositor com formação em engenharia da computação, matemática e música. É um dos pioneiros em música por computador estudando na Universidade de Tampa e na CCRMA (Center for Computer Research in Music and Acoustic) da Universidade de Stanford na Califórnia.

Compositor, estudou uma variedade de temas em música digital sendo aluno do legendário John Chowning, de Chris Chafe, Brian Ferneyhough, Terry Mohn e de Max Mathews.

Seus interesses recentes são o modelamento do fenômeno acústico e a expressão musical através de computadores e suas interfaces em relação aos humanos e suas aplicações na composição e na performance.

* Jorge Castro (Córdoba – Argentina)

Artista digital. MDA Master in Digital Artes, Jorge Castro é um dos pioneiros na Arte Digital na Argentina. Nasceu em Córdoba, em 1967.
É exímio programador de áudio mídia em tempo real (Max MSP/Jitter. PD entre outros).

Desde 1990 tem realizado projetos audivisuais para importantes produções e vários Festivais internacionais.
Realizou concertos audiovisuais e instalações na Argentina, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Espanha, França, Suiça, Alemanha, Austrália e Holanda.

* Félix Lázo (Santiago – Chile)

Félix Lazo (Santiago, Chile)Artista visual e músico. Seus trabalhos englobam diferentes estilos e técnicas – pinturas, gravuras, instalações, multimídia e música. Estudou biología(por tres anos) na Universidade do Chile, ao mesmo tempo que completava seus estudos de música naUniversidade Católica do Chile.
É licenciado em Interpretação Musical pela Universidade Católica do Chile, ganhador da bolsa Fulbright e mestrado em Educação Musical e Educação em Arte na Universidade Columbia Nova Iorque.

Nos anos de 2002 e 2003 estudou composição musical no Centre de Creation Musical Iannis Xenakis em Paris. Se apresenta regularmente em Santiago de Chile, Paris e Toronto( Canadá).

Algumas de suas apresentações : “Tu-ook” (B.Artlive Gallery, París, 2003), “Whatyouseeiswhatyouget” (Marlborough Gallery, Santiago 2002), “Lazo Inc. Experimentos Digitales en internet”, (Animal Gallery, Santiago 2001), “Elich” (Galeria Gabriela Mistral, Santiago 2001), “Ohuw-hni” (Galeria Arte Actual, Santiago1997) and “Codice Mallok-0″ (Museo de Arte Contemporáneo, Santiago, 1994-5).

Planetário do Ibirapuera
De 14 a 16 de Agosto de 2008
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 10
Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência
Entrada franca
Informações Tel: (11) 5575-5425

Fonte: VITRUVIUS - Portal de Arquitetura

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Cordelista Pernambucano é convidado da Belmonte

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Aproveitando a passagem do cordelista pernambucano Manoel Monteiro por São Paulo, onde participa da 20ª Bienal do Livro, a Biblioteca Temática em Cultura Popular Belmonte convidou o autor para comandar, em sua sede, um sarau poético, dia 15, às 9h. Na mesma data, às 15h, ele lança livro na Bienal.

Aos 72 anos, Monteiro relembra com saudade o seu primeiro encontro com a poesia. Foi um professor primário que, segundo ele, “era um contador de histórias talentoso e envolvia a platéia”, quem despertou no escritor a vontade de dividir as histórias que criava, quase sempre partindo de contos já famosos nas redondezas. “As pessoas gostavam de acreditar em histórias, de imaginar as cenas”, recorda o poeta, que cursou apenas até o terceiro ano do ensino fundamental.

Do início até os dias de hoje, passaram-se mais de 50 anos e, desde então, o pernambucano se tornou cordelista por opção e representante comercial, radialista, revisor, fabricante de calçados e até sindicalista, por força das circunstâncias. “Eu faço cordel por prazer, por alegria. Fiz meu primeiro folheto oficial em 1953, e nunca mais parei”, conta ele, que já soma mais de 100 folhetos ao longo da carreira.

Na Bienal, Monteiro lança o livro A espanhola inglesa, inspirado em um conto homônimo de Miguel de Cervantes que faz parte do livro Novelas exemplares. “Respeitei a estrutura de Cervantes até a metade, e depois comecei a criar a minha história, por isso, não posso dizer que é uma adaptação do conto do escritor espanhol”, explica o autor.

A paixão por narrativas é tanta, que Monteiro defende que o cordel seja considerado não apenas um desdobramento da história oral, mas um gênero literário. “É um ramo da literatura que flerta com o lúdico”, define.

Biblioteca Pública Belmonte
Rua Paulo Eiró, 525 - Santo Amaro
Tel:. (11) 5687-0408
Dia 15 às 9h
Grátis

Fonte: Prefeitura da Cidade de São Paulo

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