Arquivo de Junho de 2008
Galeria Olido conta história do circo no Paissandu
Exposição apresenta parte do acervo que integrará o Centro de Memória do Circo
Em homenagem à vocação circense da região, a Galeria Olido organizou em seu mezanino a exposição fotográfica Largo do Paissandu, onde o circo se encontra que acontece de 1º a 27 de julho.
Durante a década de 1920, o também chamado “Largo do Circo” era o picadeiro de onde o palhaço Piolin fazia piadas sobre a rotina na cidade e revelava aos espectadores menos favorecidos a opressão a que estavam submetidos. Em 1975, a antiga travessia do Paissandu foi transformada em rua Abelardo Pinto, em homenagem ao maior palhaço brasileiro que cujo aniversário, 27 de março, comemora-se o Dia Nacional do Circo.
Composta por uma média de 120 imagens, entre peças gráficas e fotográficas, a exposição está dividida em diversos núcleos, abrangendo Piolin, considerado pelos modernistas o maior ator cômico do país; o faquir Silki, os bastidores do circo e até mesmo as primeiras trupes de famílias japonesas a aportar por aqui. As fotos de Djalma Batista, Luis Alfredo, Max Rosenfeld e Peter Scheier e outros fotógrafos desconhecidos, foram reunidas pela ex-equilibrista Verônica Tamaoki, curadora da exposição. Além das imagens, a exposição traz ainda o vídeo Largo do Paissandu: onde o circo se encontra, com direção do ator Marcelo Drummond, a ser exibido em uma instalação, e uma maquete de circo feita pelo próprio Mestre Maranhão.
Memória do Riso
A trajetória do circo no Largo do Paissandu remonta às últimas décadas do século XIX, com os chamados “circos de cavalinho”, que tinham esses animais como atração principal. O século XX, por sua vez, ficou marcado pelo “café dos artistas”, encontro dos artistas circenses às segundas-feiras, folga de classe, em um café que até então funcionara no antigo Largo do Rosário, atual praça Antônio Prado, e que passou a ser realizado ao lado da Galeria Olido. As temporadas dos Circos Irmãos Queirolo e Alcebíades, nas quais reinou o palhaço Piolin, marcaram o auge do circo no Paissandu, na década de 20. Em seguida veio a crise, quando as lonas passaram a disputar com a construção civil os terrenos do centro da cidade.
Quando, em 1986, Verônica Tamaoki começou a investigar as trilhas percorridas pelo circo nacional, seus motivos eram estritamente pessoais. De jornalista acabou adotando a carreira de saltimbanco, ela passou a dona de escola de circo – a Picolino, que até hoje funciona em Salvador – e então a pesquisadora e escritora de livros sobre o tema. Em 2000 ela publicou o romance “O Fantasma do Circo” e em 2004 saiu o aclamado “Circo Nerino”, que teve como co-autor Roger Avanzi, o palhaço Picolino, filho do fundador daquele que foi ao lado de Garcia o maior circo do Brasil. O sucesso deste último rendeu a ambos uma indicação ao Prêmio Jabuti na categoria de reportagem-biografia em 2005. Foram nove anos de pesquisa durante os quais Verônica contou com a ajuda de muitas gerações circenses. “Recebi o acervo do Circo Garcia para fazer o mesmo, foi aí que surgiu a documentação para o Centro da Memória do Circo”, conta Verônica.
Centro de Memória do Circo
Revistas, microfilmes, cartas, livros e fantasias são algumas das relíquias que poderão ser encontradas no Centro de Memória do Circo, na Galeria Olido. A aquisição dos três maiores acervos da mostra – Circo Garcia, Nerino e acervo pessoal da Verônica – está em andamento e prevê o investimento de cerca de R$ 100 mil pela Prefeitura. Também integrarão a exposição permanente o patrimônio levantado no Paissandu pela pesquisadora, além de doações de famílias circenses.
Exposição: Largo do Paissandu, onde o circo se encontra.
Local: Galeria Olido (Mezanino)
Avenida São João, 473 - CentroDe 1º e 27 de Julho
Segunda-feira das 12h às 19h;
Terça-feira a Sábado das 12h às 21h30
Domingo das 12h às 19h30
Entrada Franca
Fonte: Secretaria Municipal de Cultura
Sem comentários »Teatro Municipal transmite ópera ao vivo para a Praça Ramos
A ópera Madama Butterfly, de Giacomo Puccini, em cartaz no Teatro Municipal de São Paulo, terá a sua última récita – marcada para domingo, dia 29 de junho, às 17h – transmitida ao vivo para um telão instalado na Praça Ramos de Azevedo. Com essa iniciativa, a direção do Teatro Municipal amplia o público do espetáculo, um dos grandes sucessos da atual temporada.
Imagem e som da apresentação, capturados no interior da sala de espetáculos, serão transmitidos em tempo real para o exterior. Dois projetores de vídeo enviarão a imagem para uma tela de 5m x 3,75m, instalada diante da fachada do teatro. O som será distribuído por amplificadores posicionados junto à tela. O público terá acesso livre e gratuito para acompanhar uma das óperas mais populares da história da música.
Dia 29 de Junho
Último Domingo do mês às 11h
ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPALJesus Medina regência
Solista: Raïff Dantas violonceloPrograma
S. Revueltas – Sensemayá
D. Kabalevski – Concerto n.º 2 para Violoncelo
J. Brahms – Sinfonia n.º 2
Ingressos para quem for assistir a ópera no Teatro Municipal: R$ 15,00, R$ 12,00 e R$ 10,00.
À venda também pela Ticketmaster (Tel:. 6846-6000) ou pelo site www.ticketmaster.com.br
*Programação sujeita a Alteração
Fonte: Secretaria Municipal de Cultura
Sem comentários »Theatro São Pedro recebe ópera de George Gershwin
O Theatro São Pedro recebe, nos dias 26, 28 e 29 de junho, a montagem da ópera Porgy and Bess de George Gershwin. A obra traz o drama do negro Porgy, mendigo e aleijado, que faz de tudo para ficar com sua companheira Bess. Ela, apesar de também querer ficar ao seu lado, precisa se desvencilhar do amante opressor, Crown, e dos cortejos do traficante Sportin’ Life.
Ambientada nos anos 30, a peça retrata, de maneira clara e convincente, a vida de uma comunidade negra extremamente pobre do sul dos Estados Unidos. Escrita em 1934 por George Gershwin e com co-autoria de Ira Gershwin, Porgy and Bess é considerada a primeira ópera de destaque de um escritor norte-americano.
Com influência do jazz e da música religiosa, a obra colocou no palco um elenco formado exclusivamente por negros e apresentou canções que se tornaram clássicos mundiais, como Summertime. Apesar do êxito quando de sua primeira exibição e da música composta por Gershwin ter sido muito bem avaliada pela crítica, houve muita resistência por conta do forte preconceito racial da época.
A apresentação no Theatro São Pedro é uma versão reduzida com duas horas e 20 minutos de duração, direção cênica de João Malatian e adaptação e direção musical de Felipe Senna. A montagem foi adaptada para um grupo de câmara formado por 12 instrumentistas com fortes tendências do jazz e tem como objetivo rebater a idéia de que a ópera é feita só para as elites.
Porgy and Bess, de George Gershwin
Dias 26 e 28/6, às 20h30 e 29/6, às 17h.
R$ 20,00 e meia-entrada
Theatro São Pedro
Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda
Tel.: (11) 3667-0499
Fonte: Secretaria de Estado da Cultura - Agenda Cultural
Programa Bem-Receber chega ao público GLS
Eleita pela revista Seleções a cidade mais gentil da América Latina, São Paulo faz jus ao título, estendendo aos gays, lésbicas e simpatizantes o conceito de qualidade embutido no programa Bem-Receber, lançado há um ano pelo São Paulo Convention & Visitors Bureau
Muito em breve, o casal gay que se hospedar na rede de hotéis cadastrados ao São Paulo Conventions & Visitors Bureau (SPCVB) estará definitivamente dispensado de explicar que, a exemplo do casal heterossexual, prefere uma única cama – direito legítimo, mas do qual muita gente ainda abre mão, para evitar constrangimentos.
A mudança de comportamento será possível graças ao Programa Bem-Receber, que agora se estende ao público GLS, depois de treinar, no espaço de um ano, mais de dois mil profissionais, entre taxistas, recepcionistas, policiais, guardas de trânsito (os conhecidos “marronzinhos”) e até maquiadoras. “O objetivo é promover a excelência no atendimento nos hotéis integrantes do sistema, mediante palestras e cursos dirigidos aos diferentes profissionais que lidam direta e intensivamente com os vários segmentos do nosso público-alvo; isto é, os visitantes que vêm a São Paulo participar de eventos”, explica Sando.
Lançado no ano passado, o Bem-Receber, segundo o diretor-superintendente do SPCVB, Toni Sando, se sustenta em dois pilares. Um deles são os folhetos que divulgam os pontos turísticos na cidade, sempre acompanhados de cupons dando direito a descontos na compra de bens de consumo e ingressos em espetáculos musicais, cinemas e teatros. O Programa Bem-Receber, propriamente dito, em parceria com outras entidades de classe, se destina à capacitação profissional, com vistas à melhoria de qualidade dos serviços.
A ação começou pelos recepcionistas, taxistas e “marronzinhos” que fazem ponto nas proximidades dos hotéis ligados ao SPCVB – mais de 500 pessoas, treinadas em módulos que reúnem, a cada palestra ou curso, 50 a 60 inscritos. “A opção se justifica: afinal, primeiros a lidar com os visitantes, esses profissionais são uma espécie de cartão de visita da cidade”, argumenta Sando.
Os taxistas, entre outras coisas, foram levados a praticar a arte da gentileza e a sugerir, conforme o perfil do visitante, locais a serem visitados: restaurantes, bares, casas noturnas, teatros e pontos turísticos de interesse cultural e histórico de modo geral. Os “marronzinhos” aprenderam a orientar os turistas motorizados a se locomoverem na cidade e a buscarem a melhor opção em estacionamento.
Dentro dos hotéis, os recepcionistas estão treinados até mesmo para reconhecer e respeitar traços da cultura oriental, desde a arte de bem servir o chá até grau de intimidade que devem observar no cumprimento. Maquiadores sabem exatamente que técnica e material utilizar no atendimento a pessoas de etnias e hábitos diferentes.
Mas o esforço pela qualidade no atendimento só está começando. Agora, ele vem beneficiar os gays e lésbicas, segundo Sando, ainda muito discriminado, desde a hora em que, casados, ao lado dos respectivos companheiros, se dirigem ao recepcionista para fazer a ficha e escolher o tipo de acomodação.
No Programa Bem-Receber, a maior parte das palestras está a cargo de instrutores destacados pela Associação dos Bacharéis em Turismo. A equipe, interdisciplinar, compõe-se de sociólogos, psicólogos, antropólogos, professores e jornalistas, entre outros profissionais liberais. Alguns são cedidos por entidades de classe e demais setores da sociedade, devidamente organizados. Por exemplo, ABIH (Associação Brasileira da Indústria Hoteleira), FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), Viva o Centro, Paulista Viva e Associação Brasil-China, cujo apoio foi decisivo nas etapas anteriores do programa.
“Agora é a nossa vez de colaborar”, adere Franco Reinaudo, presidente da Abrat (Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes). No caso do público GLS, a proposta é levar os profissionais que trabalham na rede de hotelaria ligada ao SPCVB a tratarem os homossexuais com respeito e naturalidade, desmontando todos os preconceitos acerca do comportamento deles. “Inclusive as manifestações públicas de afeto, aceitas entre casais heterossexuais”, reivindica o presidente da Abrat. “Ninguém nasceu preconceituoso. Preconceito se aprende. Mas também se desaprende. No caso do público GLS, basta que a pessoa tenha acesso a informação capaz de desmentir, com base em fatos científicos, as teses que identificam homossexualismo com os conceitos de doença, perversão e crime. É isso que pretendemos fazer”, resume o presidente da Abrat.
Por Lucia Helena Corrêa - Diário do Turismo
Sem comentários »ABCD chega ao Teatro de Dança
O Teatro de Dança sedia, de 27 a 29 de junho, o terceiro Encontro ABCDança, com o objetivo de destacar as companhias de dança da região do ABCD paulista (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema). Entre os grupos participantes estão a Cia. de Dança de Diadema, a Stacatto Cia. de Dança, o grupo Corpo da vez e a Cia. Coletivo Mão na Roda. Essa terceira edição da mostra é coordenada por Ana Bottosso, coreógrafa da Cia. de Dança de Diadema.
Entre as apresentações estão a coreografia Cores da Alma, da Cia. Coletivo Mão na Roda que receberá portadores de deficiência física no palco. Silenciaram, do grupo Corpo da vez, reúne quatro coreografias que traduzem, por meio do movimento, a condição humana em tempo de solidão. O título é uma ironia, que remete à impossibilidade de comunicação e a quietude dos que já foram silenciados.
2 por 1 – Miríades de Fios e Poemas, da Stacatto Cia. de Dança, reúne obras do repertório da companhia nos quais a dança se funde a outras linguagens artísticas. Já Crendices…Quem disse?, da Cia. de Dança de Diadema, baseada no romance A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, traz como referência os símbolos e crenças que fazem parte da cultura popular, como os cantos de tribos amazônicas, rituais dos tempos da escravidão e rezas folclóricas.
Ao final de cada apresentação haverá uma conversa de 20 minutos com os artistas.
Encontro ABCDança
Dias 27 e 28/6 às 20h e 29/6 às 18h
R$ 4 e meia-entrada
Sem comentários »Teatro de Dança
Avenida Ipiranga, 344 – Subsolo do Edifício Itália
Tel.: (11) 2189-2555/ 2189-2557

